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sábado, 12 de dezembro de 2009

(2009/633) Pergunto ao Jimmy


1. Jimmy, o que você me diria, se eu ensaiasse a seguinte "tese": o caminho para uma teologia "positiva", que tentasse superar a aporia da "esquerda", da "emancipação", da supressão de todos os fundamentos dados como "ontológicos", é o cinismo? Quero dizer: o teólogo (ou seja lá o que ele vem a ser) sabe que não há fundamento algum, mas ele - ele?, a comunidade dele, nos termos e que ele a concebe... - (agora) cuida saber que é necessário, se não um fundamento, ao menos uma crença nele, um discurso sobre ele, uma ilusão dele, poesias-pirilampos sobre ele...

2. É isso? Não creio que para um "teólogo" que trate dessas questões, isto é, para um teólogo que "viu" - de fato! - o abismo insondável e sem fundo da existência, possa simplesmente fingir que não viu, e voltar àquela "fé" da ingenuidade e inocência... Para um homem assim, tal qual esse, apenas lançar-se no sem fim, ou usar de retóricas políticas...

3. Mas o que me deixa encafifado é: quem é que precisa dessas artimanhas de pôr discursos sobre a mesa? O teólogo? O público dele, segundo sua opinião e senso de "mercado"? Sua "comunidade", o que faz dele algo muito parecido com um... charlatão, ainda que, vá lá, um "charlatão do bem" (Aldous Huxley desesperaria de ouvir isso!).

4. Jimmy, meu amigo, há salvação para a teologia? Ou apenas o redil das confissões lhe permitiria dormir tranqüila, crendo-se "salvadora" do mundo? Do que é que se trata, Jimmy, meu amigo, afinal? É o teólogo, afinal, o herdeiro do cetro do mundo, da retórica do Pastor dos Povos?


OSVALDO LUIZ RIBEIRO

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

(2009/524) Do velho mar a trazer conchas


1. É muito instrutivo observar como o velho assume formas novas, transparece ser o novo, mas é, de qualquer modo, ainda o velho. Algumas vezes o velho se rompe mais drasticamente, e a transformação desenvolve-se em outra direção. Por exemplo - quando os homens deixaram de ser coletores-caçadores para fixarem-se ao solo, possibilitados a isso pela agricultura, o novo era a fixação a terra, já que, antes, eram peregrinos, nômades e seminômades. No entanto, esse "novo" é, em última análise, um desdobramento da necessidade natural humana de comer - seja colhendo e caçando, seja, agora, plantando e... colhendo. Assim, há rupturas mais drásticas para a manutenção de velhas necessidades. Mas, na maior parte das vezes, a transformação é superficial.

2. Veja o caso das grandes correntes filosóficas dos séculos XIX e XX. O Romantismo é, de certa forma, um aperfeiçoamento do ceticismo, presente, já, na história humana, desde antes da era cristã. O Existencialismo pode ser interpretado como uma radicalização secularizada do pelagianismo e do arminisnismo de longa data. O Estruturalismo não vai além de um Calvinismo sociologizado.

3. Não estou falando das repetições banais e reacionárias - um Barth que repete a tradição conservadora/sistemática dos séculos XVI e XVII, recebendo as águas dos movimentos de resistência à emancipação cultural dos séculos XVIII e XIX. Barth já nasce velho. Bultmann experimenta uma síntese de sacramento e homilética - a pregação é o único sacramento. Essas teologias parecem ser coisa nova, mas, afinal, são bem antigas. Falo das transformações que, mais radicais ou menos radicais, vão rompendo mais ou menos abruptamente com o velho, e trazendo/criando o novo, como as lavas de vulcões - o velho traz o novo...

4. Disso penso poder aprender que o novo que se está para inventar está, de algum modo, dentro do velho. Se o novo que vem constituir-se de atualizações de necessidades humanas verdadeiramente profundas e naturais, não haverá necessariamente muita semelhança entre o velho e o novo. Se, contudo, o novo constituir-se de apenas purpurina e vídeo-maquiagem, os nomes que se inventarem para ele poderão ser muito extravagantes e sensacionalistas, mas ainda será a velha canoa de atravessar o córrego de todos os dias. Porque as necessidades profundas dos seres humanos atualizam-se em conformidade com o tempo, mas as tradições tendem à mumificação estéril.


OSVALDO LUIZ RIBEIRO

terça-feira, 26 de maio de 2009

(2009/296) Mão na consciência, Teologia!


1. Que sejamos místicos. Não há nenhum problema nisso. Edgar Morin, gênio vivo e ateu - quer dizer, neo-ateu - confesso, diz-se místico. Eu, um crítico-cético-autônomo, sou místico, e não vejo nisso nenhum problema. O problema é, apenas, nesse campo, o que chamamos de mística - uma mística ou é cética, ou não é mística, é dogmática... E, aí, é transtorno.

2. Mas na academia, não há lugar para dar vasão à mística como regime heurístico, porque a mística não tem sequer conteúdo. A mística é tão-somente uma pulsão vital, uma abertura hermenêutica que rompe a redoma da cosmovisão físico-civilizatória em direção ao Místério (os Mistérios) assim intuído(s) - e apenas assim permanecendo Mistério(s). Nisso não há qualquer possibilidade de fazer-se de ferramenta, qualquer uso possível para a "pesquisa". A mística é, aí, no máximo, respiração.

3. Bem, se a "alma" do pesquisador se deixa encantar pela mística - qual o problema? Se ele não permite que a mística corrompa os "dados" (há uma mística que mente!), se ele não permite que a mística deturpe a realidade (há uma mística que frauda!), qual o problema? Minha insistência neurótica e quase-patológica quanto à interdição dos regimes místico-dogmáticos na academia é meramente instrumental - a mística converte-se em "saber" (o que não é) e pré-determina resultados de pesquisa, pior!, pré-determina questões de pesquisa, que, naturalmente, apenas ela, a mística supostamente bem-informada há de responder - mas mente, porque simplesmente inventa respostas.

4. A insistência de a Teologia em não largar seu vício dogmático, disfarçado que seja em tradição e metáfora, nenhuma diferença, vício conteúdístico, vício terminológico, de teimar em tratar como saber o que é mera crença e mito - essa Teologia será a responsável pelo retorno do obscurantismo religioso do passado em pleno século XXI. Para manter seu discurso em praça pública, a Teologia - os teólogos! - há de amargar o preço de ressuscitar demônios. E lamento profundamente, mas a quem hei de reclamar?, de ser eu também a pagar o preço por esse crime de terceiros.


OSVALDO LUIZ RIBEIRO

quinta-feira, 19 de março de 2009

(2009/092) Sobre Hermes, Mercúrios e Exus


1. Sim, sim, meu amigo Haroldo - Hermenêutica é, de fato, uma disciplina maravilhosa. Gosto-lhe muitíssimo. Brinco com ela, dizendo-a ser tanto Hermenêutica quanto Mercurionêutica - ou, mais afrobrasileiramente, Exunêutica. E o Emílio, peruano, cioso de suas tradições pré-colombianas, gritou lá do fundo da sala: Manitu!, professor, Manitu!, ao que eu, rápido, emendei: Manitunêutica... As eras dos deuses, nesse campo, acabaram (salvo, claro, para as teologias-xamanologias, despudoradas), e o que nascera como reflexão sobre as "verdades" divinas, transformou-se em reflexão sobre as verdades possíveis, humanas, demasiado humanas.

2. Outro dia, em sua última (e esperada!) e súbita aparição, quase uma assombração, dessas de cemitério, Jimmy pôs a cara aqui para, dentre outros golpes de foice, dizer-me um contraditório "cético", posto dizer-me, eu, um "romântico", quanto aos céus superiores - a meu ver, de chumbo -, ao mesmo tempo que, empedernido "moderno", venatório, histórico-crítico, crente em pesquisa e objetividade. Pois só posso, mesmo, cer em pesquisa - indiciária, como bem termina você seu post (2009/91) Interpretação e Verdade. Para mim, Hermenêutica não é "literatura", nem "estética", nem "política"; não é "pós-moderna"; não é depósito de axiomas - para mim, Hermenêutica é uma ciência humana aplicada à pesquisa das rotinas gerais (biológicas, antropológicas, sociológicas e noológicas) de "interpretação" próprias da pragmática humana. Assim, não há nada que se possa fazer - nada! - sem Hermenêutica.

3. Eu lamento profundamente, muito mesmo, que a câmara das Ciências Humanas desde onde emergiu a moderna configuração da Hermenêutica - Schleiermacher, Dilthey, Heidegger, Gadamer - tenha abandonado o trilho mais biológico do primeiro e mais histórico do segundo para cair na tentação pós-moderna de Gadamer, na prática, uma praticamente dissolução das rotinas objetivas de interpretação, logo, de conhecimento, já que essa Hermenêutica vattimoniana junta a cabeça ao rabo da cobra, fazendo do "conhecimento" um "oroboros" tautológico, uma prisão dentro de si mesma que, em última análise, não explica nada, nem mesmo por que meios o homem saiu das cavernas, se o que fez era repetir-se a si mesmo o tempo todo, preso em seu "horizonte de sentido"... Incomunicável, morre o não-nascido...

4. Não sou, contudo, de lamentar a vida toda, nem sequer de medir-me pelo desvio que a cadeira que abraço tomou. Não é por que a Hermenêutica européia encantou-se com Gadamer, muito menos porque certa corrente estadunidense enfeitiçou-se com Rorty, que eu, estudante, pesquisador e professor de Hermenêutica hei de orientar-me a mim e de orientar a meus alunos por meio desses caminhos repletos de contradições e aporias - conquanto deles informe a todos, como quem avisa, olha, cuidado, tem uma cobra aí. Não! Fico, como tenho dito e insistido, com Peirce, com Ginzburg, com Apel, com Losurdo, com Mészáros - com Morin.

5. Para mim, Haroldo, seu parágrafo oito me define: "somente a pesquisa indiciária conseqüente é capaz de evidenciar as falácias das verdades 'estabelecidas'". É uma definição crítica da Hermenêutica, conquanto apenas um esboço de sua funcionalidade. Em mim, meu amigo, antes de tudo o mais, a Hermenêutica é uma defesa, uma vacina, um antídoto - contra as "verdades" estabelecidas, e, é bom, sempre, que se diga a frase completa, sujeito e predicado: "as verdades estabelecidas pelo poder, seja ele qual for". Já disse uma vez: "Tradição, teu nome é crime".

6. Por isso "adoro" Hermenêutica. Ela pesquisa as rotinas de conhecimento, as condições, os meios, os limites, as caracecterísticas, os conteúdos, os princípios, as regras, os critérios de verificação, os regimes. Ela, hoje, tem raízes no corpo - xô, Platão!, xô! -, na mente - xô, Agostinho (dos infernos) [entre parêntesis, para tornar opcional a sua instrumentalização sintática], xô! -, na cultura, na sociedade, na história - na matéria, até! Sobretudo ela não vaga mais, fantasmática, no limbo da metafísica, mas opera "em situação", em contexto pragmático, porque não há conhecimento humano que se possa operar fora da teleologia que o estabelece - o ser humano é intencional, sempre.

7. Invejo-o, meu amigo. Nesse semestre não leciono Hermenêutica. Bem, leciono Epistemologia. Não é a mesma coisa, conquanto sobrevoem partes do mesmo território. Mas tenho aprendido a experimentar prazer também com essa boa menina - dar alguma surra em Platão me causa um estranho prazer selvagem, talvez fruto do radical "wald" de meu nome... Além disso, cabem-me duas disciplinas de Exegese - e, aí, meu amigo, na Exegese, na prática da interpretação de um texto duas e meia vezes milenar, posso praticar, posso ensaiar o jogo dos riscos de dizer, de tirar da sepultura do tempo uma consciência objetivada. É bom quando o conjunto de nossos estudos converge para uma tarefa tão deliciosa.

8. Divirta-se, amigo! Beba até o último gole dessa taça...


OSVALDO LUIZ RIBEIRO

segunda-feira, 2 de março de 2009

(2009/044) Jimmy ressuscitou (X) - epílogo


1. Ufa! Negociei aqui com meus neurônios abarcar no "epílogo" (da série!) os parágrafos finais (10 a 13) do post de Jimmy ((2009/030) Racionalismo blasé e experiência religiosa: a razão cega diante do intratável), para antecipar o fim do (meu) constrangimento público. Tenho a meu favor, contudo, o fato de que não se trata de uma idiossincrasia minha - a reação. István Mészáros diz o mesmo de Marx: "o método de análise de Marx é mais reativo do que positivo e auto-sustentado: ele deixa que sua mão seja guiada pela problemática do objeto imediato de sua crítica, ou seja, pelos escritos dos economistas políticos" (István Mészáros, A Teoria da Alienção em Marx, Boitempo, p. 95). De igual modo, Jimmy arranca de mim essa série de reações. Mérito seu? Culpa sua!

2. Pois bem, o fechamento - a cereja do bolo - do post é a defesa do pathos profético. Nesse ponto, até o até agora "cego" Haroldo é citado como fundamento, conquanto o texto não se ache à disposição. Mas não é necessário: todos sabemos a ênfase que Haroldo concede ao profetismo clássico e crítico - Amós é sua tese doutoral. O meu problema com esse Jimmy desse post é que ele quer tirar o profetismo de sua esfera pragmática - a política e a estética - e, com isso, sugerir a supressão da "cegueira heurística" por ele pressuposta e denunciada - em mim, inclusive.

3. Eis a expressão de força: "pathos divino". Nossa, com esse designativo aí, eu até devia falar "aleleuia!", pôr-me de joelhos ou abaixar os olhos, humílimo, como convém. Bah! Jimmy não pode estar falando sério! Jimmy quer que eu leve a sério a retórica do profeta, que se diz tomado pelo divino? É isso? Simples assim? Quando o profeta africano, daquela tripo africana, disser que é tomado pelo pathos divino que ele extirpará o clitóris da menina, Jimmy dirá aleluia?, ou cairá sobre ele com sua ética secularizada de dignidade feminina? Quando, hoje são os fundamentalistas muculmanos, ontem, éramos nós, fundamentalistas cristãos, tudo é a mesma patologia incurável, um profeta se deixa tomar pelo pathos divino e de mais alguns apetrechos que fazem bum! na cara de Jimmy, Jimmy dirá aleluia?, ou, antes, reclamará aparatos de segurança e denunciará a estreiteza do olhar dialogal do xiita? Segundo sua lógica, deveria chegar ao céu às cambalhotas, e agradecendo as tripas que arrasta ventre afora: quero mais, quero mais, gostei desse negócio de pathos divino... Ah, Jimmy, fala sério!

4. Deixe-me dizer o que você está fazendo, o que Lévinas faz, o que Buber faz, e que quer(em) que eu faça, mas não faço, porque isso é fraude epistemológica disfarçada de mística e espiritualidade: uma determinada ética, e como ética, cultura, é tomada, determinados valores, determinadas circunstancialidades noológicas histórico-condicionadas, no caso dos senhores citados, você dentro, humanismo inconfessado, explicado até a próstata por Feuerbach, que você, agora, defenestra (claro, não o pode ouvir mais!, senão desaparece seu chão divino), uma ética assim é sacada é - digo-o com todas as letras: ela é a base. Aí, ela é projetada numa idéia difusa de "Outro" (Lévinas é escorregadio, e eu tive de fazer o que você não fez / não quer fazer para pegá-lo no contra-pé). Desde lá, como se essa ética fora, desde sempre, do "Outro", ditada por ele, "divina", ela volta para a cara do "outro", esse aqui, do meu lado. E isso é o grito profético, o "grito da filosofia". Feuerbach 1 x Lévinas, Buber, Jimmy, 0. Isso para não falar de Marx...

5. Quem conhece minhas pesquisas sobre os séculos VI e V em Judá sabe do "ódio" visceral que adquiri aquele sacerdócio - de modo geral, condeno toda e qualquer forma de sacerdócio, mesmo aquele aparentemente bonitinho, evangélico, disfarçado, cínico, católico até o reto, mas posando de "protestante". Ao mesmo tempo, descobrirá que via no profetismo daquele momento um adversário do poder sacerdotal, e tanto que foi aniquilado por ele, mas não apenas ele, o profetismo, mas todas as demais instâncias de intermediação do sagrado, até as sacerdotizas, imagens, templos, altares, tudo. Foi uma guerra ideológica extraordinária. Mas não é por isso que, século XXI, eu vá sair por aí fazendo apologia do profetismo, como se a índole da profecia não tivesse a mesma constituição da índole sacerdotal - o seu "saboroso" pathos divino... Jimmy!

6. Coloquemos o profeta em seu lugar. Se ele dá ouvidos às próprias tripas, e sente-se tomado por essa comichão, esse "pathos divino" (que só o é nos termos de sua ética, não Jimmy?), se ele está minimamente que seja, assim, por meia página de um Tratado de Psicologia da Religião, inteirado das rotinas psicológicas desse fenômeno, que saída ele tem, Jimmy? Rasgar o Tratado, dirá sua retórica de berros proféticos! Mas, se ele respira fundo, deixa passar a ressaca do vinho, e olha ao seu redor, há de esclarecer-se, e saber que as idéiais humanas assumem formas as mais extravagantes, inclusive essas que, nascendo da indignação ética, metamorfoseiam-se em "revelação" e "pathos divino", como aquilo que dizia Amós sobre leões bramando e Yahweh falando, interessante para a retórica política, mas, para nós, gente já crescida, manipulação religiosa. Se "Amós", à época, o sabia? Não me faz a mínima diferença - eu sei.

7. Não é necessário ter fogo nas tripas - pathos divino - para mover-se em favor dos pobres. E se o movimento tem por justificativa esse pathos, sequer é o pobre que o move. Não existisse o "Outro", talvez Lévinas não se interessasse pelo outro... Contudo, se o "outro" demanda a caridade a despeito do "Outro", para que a retórica do "Outro" para o exercício da caridade?

8. Além disso, que tem a ver o absurdo da vida com a caridade, o profetismo? De novo, é misturarem-se as estações. É a visão estreita de alguém provincianamente situado - América Latina - cuidando solucionar universalmente a questão mal colocada. Já disse que a Noruega não precisa de seus profetas, Jimmy, mas, eventualmente, experimenta, em profusão, o senso do absurdo...

9. Eu até encorajaria a todos que ousassem pôr a mão em coisas cada vez maiores, a enfrentar assuntos cada vez mais profundos. Mas faria duas advertências: primeiro, não sair por aí chamando de cegos aqueles que têm um recorte específico de tratamento da rede complexa de relações da vida, e, principalmente, que não ataquem por cima tais questões, porque o peso delas, quando se chega à sua base, pode esmagar irremediavelmente um esforço eventualmente honesto. Alternativamente? Agüentar o tranco...


OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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