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domingo, 27 de fevereiro de 2011

(2011/121) Arte em estado puro - John Lennon da Silva


1. Você não está preparado para o que verá. Nem o jurado. E, ao final, lágrimas. Uma das coisas mais bonitas que já vi - arte em estado bruto, puro: coreografia, emoção, técnica. Perfeito! Um diamante... Uma belíssima maneira de começar esse domingo...

2. Ei, Joe, veja se não tem seu jeito: o sonho - e o moral - de ganhar o mundo? Com vocês, John Lennon da Silva... artista!

E M O C I O N A N T E


3. Encontrei a versão "completa" da coreografia.






OSVALDO LUIZ RIBEIRO

PS. Obrigado, seu Cloaca, pela postagem. Peroratio foi a primeira exibição no Youtube! Ah, "compreendi" a mimesis de Aristóteles, se me entende...

sábado, 30 de janeiro de 2010

(2010/116) (Também) a Arte flerta com a Loucura


1. De modo geral, a "genialidade", seja ela qual for, na arte, na ciência, na religião, deixa-se produzir por um grau de desconformidade psicológica mais ou menos profunda. Talvez porque a arte seja - sempre - uma ultrapassagem do "real", nela a Loucura deixa-se flagrar mais nua do que na ciência. Na religião, dificilmente se deixará de demonstrar que, nas suas origens, acocoram-se patologias da mente - com o que não quero dizer que a religião seja o fruto nobre de uma doença, mas que apenas muito tardiamente identificou-se como tal a Loucura, de modo que, até então, recebia-se-lhe nos templos, na forma de oráculo... Ah, quem negará que religião, neurose, esquizofrenia e toda sorte de disfuncionalidades psicológicas caminham juntas, conquanto não sejam, necessariamente, sinônimas? Na ciência, a disfuncionalidade psicológica se traduz num regime de foco e concentração, com naturalmente perceptíveis benefícios para a ciência, mas, não exatamente, para a vida social e familiar. Graus menos graves de autismo, por exemplo, exercem interessantes pressões sobre a "genialidade" na ciência.

2. Talvez esse fenômeno seja paralelo à "evolução" - no sentido de que certas disfuncionalidades orgânicas, acidentais, findam, aleatoria e ecosistemicamente, revelando-se mais bem adaptáveis do que a "normalidade", passando a anormalidade circunstancial a ganhar vantagens competitivas sobre os organismos até então adaptados. Religiosos, artistas e cientistas (de ponta?) são, por assim dizer, filhos mais ou menos distantes da Loucura.

3. A título de ilustração, recolho uma série de obras do mais "louco" dentre os gênios da arte - Salvador Dali. É hiperbólica a analogia, eu sei. Mas, o que há em Dali, em borbotões, há em cada um, eventualmente, em gotas. No fundo, há de se escolher entre reter as águas na barragem - ou abrir as comportas... Dali dinamitou-as.




OSVALDO LUIZ RIBEIRO
PS. Para os créditos, cf. os links de origem, ciclando nas imagens.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

(2010/041) Mas por que não tem fundo musical?


1. O problema da vida é que não tem fundo musical. Não importa se você está triste, alegre, não tem fundo musical. Nos filmes, não. Lá, tem trilha sonora. Se está triste, toca triste. Se está alegre, toca alegre. Se é aventura, Wagner. Se é romance, Wando... Mas a vida da gente, é sempre a mesma monotonia sonora, o silêncio sepulcral da arte...

2. Não deve haver arte no céu. Mentiram-no, quando imaginaram anjos com harpas. Houvesse música no céu, a vida da gente, além de ar, de água, teria trilha sonora. Cada um de nós, desde o útero, caminharia sobre notas...

3. Que anjo há de assistir às nossas vidas... sem trilha sonora? Não - bons são os filmes. A vida da gente é uma série monótona de dores e alegrias, sem arte alguma.

4. É por isso que a gente teve que inventar a arte. Deus não tinha senso estético. O problema, meus amigos, é que a arte é isso - artificial...


OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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