Dizer que não é estruturalista ou que não maneja ferramentas que são estruturalistas é fácil - difícil é se livrar do discurso estruturalista. Todo e qualquer discurso que, de um jeito ou de outro, subsume o homem a qualquer grandeza é, grosso modo, estruturalista. O homem não está subsumido a nada que não seja sua própria condição humana. Aí, ele está co-determinado por uma série de fatores e agentes, mas nunca subsumido. Nunca.
Daí que as teorias de texto, que subsumem esse mesmo texto a si mesmo são próximo-estruturalistas, porque, primeiro, sub-repticiamente, subsumiram o homem à linguagem e, segundo, porque subsumem esse mesmo homem a conceitos tais como gênero literário, discurso, semiótica ou o que quer que seja...
Em um texto, o que se tem é, de um lado, soterrado no que se dirá adiante, a expressão histórica de um sujeito vivo e concreto e, de outro, a infinidade de sentidos com que se pode fazer com que os sinais - mas não a ideia!, não a intenção! - daquele mesmo sujeito expressem as infinitas ideias de outros quantos infinitos sujeitos históricos, aqui, e agora, que costumamos chamar de leitores...
OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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