1. Não? É porque nunca leste Toledo...
Toledo
Florbela Espanca
Florbela Espanca
2. Pois? Cá, não me restam mais pétalas em mim... Mais qual? O assunto não era outro? Que poderes têm teus versos, Espanca! Bruxa querida...
OSVALDO LUIZ RIBEIRO
Blog de Teologia, Filosofia, História, Política, Fenomenologia da Religião, Cultura e Arte de Osvaldo Luiz Ribeiro.
Quem me dera voltar à inocência
Das coisas brutas, sãs, inanimadas,
Despir o vão orgulho, a incoerência:
- Mantos rotos de estátuas mutiladas!Ah! Arrancar às carnes laceradasSer nostálgico choupo ao entardecer,
Seu mísero segredo de consciência!
Ah! Poder ser apenas florescência
De astros em puras noites deslumbradas!
De ramos graves, plácidos, absortos
Na mágica tarefa de viver!Ser haste, seiva, ramaria inquieta,
Erguer ao sol o coração dos mortos
Na urna de ouro de uma flor aberta!
OSVALDO LUIZ RIBEIRO