quarta-feira, 2 de março de 2016

(2016/040) Me engana (com jeitinho) que eu gosto...


São questões que só valem para quem se interessa no tema, porque os outros 99,99% de habitantes do planeta estão se lixando para essas racionalizações do mito nem para as construções retóricas para a manutenção do mesmo, uma vez que os 99,99% restantes do povo se jogam de cara na lama mitológica, sem nenhuma percepção epistemológica do jogo, mas, seja como for, são questões...

Uma delas: seja o que tenha tentado fazer, na prática Kant impôs um limite para a teologia - discurso humano é discurso humano e pronto. 

Para a teologia, a consequência é: não se pode tratar de Deus por meio de raciocínios, silogismos, racionalizações, porque, se é um dado, Deus não está disponível, exceto para a crença, que, todavia, não é saber...

Uma vez que a teologia liberal tenta, de algum jeito, dialogar com as ciências humanas (não conseguem, no final das contas, mas tentam), é tarefa urgente dessa corrente estabelecer uma forma de validar Deus, já que o discurso, bem se vê, não serve.

Simples: sentimento. O sentimento é a prova, a percepção, a manifestação do divino na consciência humana - é o Deus que vem, já que eu não posso ir...

Moral da história I: todo crente brasileiro é liberal...

Moral da história II: finge que sentimento não é gerado por cosmovisão que, no frigir dos ovos, é discurso...








OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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