terça-feira, 31 de março de 2015

(2015/367) Papo reto sobre Nietszche e a morte de Deus

Papo reto sobre Nietzsche.

Primeiro ato. Deus é necessário para manter as massas sob controle. Nesse estágio, Nietzsche segue a estrada de Voltaire. O Cristianismo é instrumento de manutenção da ordem. Nesse sentido, Nietzsche é "marxista" - ainda que em pólos totalmente opostos estejam um e outro.

Segundo ato. Nele, há uma alteração histórico-política. O discurso cristão se aproxima perigosamente do socialismo. As massas começam a se incendiar. O ópio vai se tornando cafeína. Nesse momento, Nietzsche assume despudoradamente o discurso da morte de Deus. Ele só o fez porque Deus tornou-se instrumentalizável para a massa (como fez a Teologia da Libertação, 100 anos depois). Enquanto Deus servia à elite aristocrática no controle da plebe, Deus era uma necessidade - um mito, claro, todos sabem, mas útil. Quando, todavia, esse mito passou a ser útil às esquerdas, nesse momento Nietzsche percebe que é preciso acabar com Deus, caso contrário, as massas se servirão dele, em seu processo de emancipação, tanto quanto se serviram dele as elites, no processo contrário de opressão das massas.


Todo o resto gira em torno disso.













OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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