sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

(2015/181) Ou tudo, ou nada: sobre a abertura dos textos

Se estou interessado na abertura dos textos?

Não. Definitivamente, não.
Sei que ela está lá e meolha, sempre, qual uma enorme fera a devorar-me vivo, mas não é meu interesse entregar-me à sua luxúria.

Mas sou infantil, ainda, acho que não cresci.

Se alguém me diz que o texto é totalmente aberto, sorrio e, como não me interessa a questão, sigo em frente, atrás de apenas, e nada mais, aquele único sentido histórico com que o texto foi originalmente grafado, lá e então, naquele dia perdido no tempo, no pé e na História...

Mas, se alguém me diz que o texto é aberto, mas só tem essas e aquelas aberturas, mas não todas, aí a alma birrenta que mora no meu peito vai fazer pirraça, porque não há lei no universo que possa fazer alguém impedir um texto de ser lido como queira ler o leitor. Para a interdição, vão-se inventar regras do mesmo tipo que as da Inquisição...

E eu não suporto Inquisições...

Logo, ou tudo está completamente fechado, ou completamente aberto. Ou manda quem escreveu ou manda quem quer que leia, quem quer que leia esse que pode ler conforme lhe dê na telha...








OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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