quinta-feira, 27 de novembro de 2014

(2014/770) Machos, violência sexual, guerras e USP

O instinto sexual masculino está praticamente ligado 24 horas por dia. Observem-se os homens, escutem suas conversas, acompanhem seus olhos. Se não nos contemos, se não nos controlamos, somos sexo com pernas, instinto móveis de coito, andarilhos da libido...

Mas a sociedade construiu regras, normas, valores, interdições, imprintings, regras, ordens, tabus, nãos. Os machos vorazes recuam para dentro de seus crânios, desde onde observam as manadas de fêmeas nas calçadas, nos coletivos, nas lojas, nos escritórios, nas escolas. Ah, não fora a interdição...

Mas a interdição não é absoluta. A guerra, por exemplo, a suspende. Por isso, guerras são espaços universais de estupros - porque a nossa sociedade não se importará com a violência contra as outras mulheres, as mulheres deles. Todos sabem que se faz assim, mas desde que não tragamos para a praça pública a questão constrangedora, os corpos violentados das mulheres deles terá sido a compensação que a nossa sociedade nos dá pelo fato de nos ter mandado à morte quase...

Também é por isso que no campus da Faculdade de Medicina da USP ensaia-se a suspensão do interdito: estupros ocorrem, porque aquela rapaziada se vê dona do mundo - e são! -, autoridades suficientes para suspender os nãos sociais e o não concreto da garota estuprada...

Construímos uma cultura artificial. Dentro dos machos, não se enganem, ainda dormem os primatas selvagens. Cochilem, e depois vão reclamar com o bispo...






(https://www.facebook.com/osvaldo.l.ribeiro/posts/740281222719117)
OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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