sábado, 17 de maio de 2014

(2014/460) De como vejo a questão homoafetiva


Para mim, parece-me tão óbvio que a condição homoafetiva (e penso especificamente na masculina, mas a inflaciono [sem todavia a empatia subjetiva da alma de homem que carrego nos ossos] à condição homoafetiva feminina) derive, fundamentalmente, de fundo bio-psicológico, pulsional, sem prejuízo para os desdobramentos sócio-culturais...

O impacto erótico da visão do corpo feminino exposto acintosamente ou não à retina masculina é tão avassalador, e a reação de repulsa que a essa mesma retina causa a imagem do corpo alheio masculino é tão imediata, que me pergunto por que ainda há quem teime em considerar que não seja biológica/psicológica a condição inversa...

Um homem olhar para o corpo de outro homem e experimentar na alma o arrepio que experimento, eu, homem, ao olhar o corpo feminino, bem, eu só consigo compreender isso pelo mesmo mecanismo: do fundo dos meus ossos, uma pulsão hétero - e do fundo dos ossos deles, uma pulsão homo.














OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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