quarta-feira, 11 de setembro de 2013

(2013/1045) Religiosos - e maus


Minhas provocações a religiosos e a teólogos seriam radicalmente diminuídas em sua intensidade e ironia, se os religiosos e teólogos que provoco fossem até religiosos e teólogos para os seus, mas não fossem homens e mulheres maus para os outros - um ser humano que olha para a cultura religiosa de outro povo com desdém, menosprezo e ar de superioridade e afetação espiritual não é, sob nenhuma circunstância, uma pessoa boa. A bondade começa quando entendemos que o outro e nós somos radicalmente equivalentes, inclusive em nossa inserção intransponível na condição humana - o que não permite ocasião para mitologias arrogantes de mais saber contra a tradição, de resto igual à nossa, de outros povos, por isso tratados de inferiores.

Eu não consigo simplesmente fingir que somos gente boa...

Não, não somos: nossa história grita contra nós gritos inolvidáveis... Nossa atitude, hoje, reverbera ecos de horror.

Sejam religiosos e teólogos, senhores e senhoras, mas não sejam maus.







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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