quarta-feira, 21 de agosto de 2013

(2013/911) Sobre a ausência de planos de libertação em nosso horizonte de eventos - não há orçamento!


Iara Vidal é agente de um acontecimento em minha vida que me pôs a pensar com mais seriedade do que a maioria dos anteriores. Aluna da Faculdade Batista do Rio de Janeiro, minha aluna, também eu seu Coordenador de Curso, entra ela em minha sala com um presente - uma belíssima Bíblia em quadrinhos. Aceito, comovido.

_ Estou deixando o curso, Osvaldo...

_ Ah?

_ Você (também) mostrou-me caminhos outros, a ficha caiu, entendi que não é isso (mais) que quero - e vou-me (algo assim, que me caiu como um peso de chumbo às costas).

Eu lhe disse algo assim: recebo sua notícia com felicidade na alma e preocupações na carne. Felicidades: você é livre, percebe isso, assume isso e dá curso à sua própria caminhada - isso é a razão de ser da Pedagogia. Mas com preocupações na carne: se todo aluno e aluna passar por isso, perco meu emprego...

E rimos.

Não é esse caso um retrato forte da realidade?

Não se dá o mesmo na Igreja?

Emancipar pessoas é libertá-las inclusive de nós mesmos, é deixar que, querendo, se vão, felizes elas e nós com sua ida.

Mas não: as amarramos em pés de mesa, em troncos de racionalizações e programas...

Definitivamente, nosso sistema - igrejeiro e escolástico - não trabalha para a emancipação e a libertação: nem quando se acham libertários. Não há previsão orçamentária para a absoluta libertação de pessoas... E, se não há previsão orçamentária, é porque não faz parte de nosso horizonte de eventos...






OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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