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2. A pergunta é: por que o vôo Rio-Madri desviou da rota, para evitar a turbulência - e o Rio-Paris, não? Uma questão que me vem à mente, apenas a título de "ilustração", e à luz das provocaões dos dois posts anteriores é - seria o vôo AF447 um vôo não-fundacional? Isso explicaria por que não se pensou em desviar do "real" inexorável...
3. Ao manche de um Airbus A-330-200, de cara com uma zona meteorológica esdrúxula, não há espaço para não-fundacionismos. O real é tão sério, mas tão sério, que se cogita, até, de erro de interpretação do sistema sensorial-automático de vôo - talvez o sitema tenha interpretado errado o real (as condições críticas e objetivas de vôo: velocidade, espaço, clima, densidade, valor das descargas elétricas etc.). Se o fez, se foi o caso, se interpretou errado, e se o sistema reagiu equivocadamente às interpretações erradas, eis aí mais uma ilustração da inexorabilidade do real...
4. Desprezar o real ou interpretá-lo equivocadamente - dá no mesmo. Melhor correr o risco de interpretá-lo, e esforçar-se para o fazer o mais adequadamente possível. Nossa vida depende disso. Nossa sanidade, também...
OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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