Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

(2010/038) Jornalismo como metáfora: o "caso" PNDH-3


1. Teologia como metáfora já é coisa relativamente bem assentada: de um lado, você cumprimenta o XIX: acabou-se a Fantasia, digo, a Metafísica... De outro, você salta o XIX: Mantenham as rotativas! Mantenham as rotativas! Quero dizer: você diz que muda, quando não muda nada... E, para os teólogos cristãos, ainda lhes cabe a tarefa de matarem a exegese... Groso modo, naturalmente...

2. Mas está-se inventado, diante de nossos narizes, o "Jornalismo como metáfora" - e, agora, sem diploma! É assim. Você pega o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), agora em sua terceira versão. As duas primeiras, o PNDH-1 e o PNDH-2 foram redigidos e propostos/aplicados durante o governo FHC. Como se sabe, essa terceira versão, o PNDH-3, cabe ao governo Lula.

3. O que a mídia faz? Quando se trata das duas primeiras versões, ela passa ao largo, ou elogia, ou analisa "de dentro" (porque, em relação ao governo FHC, a mídia é "de dentro"). Quando se trata, agora, do PNDH-3, de "Lula", a mídia - Boris Casoy na "cabeça" mais a turba direitista atrás - cai de pau em cima.

4. Bem, o lingüista Sírio Possenti, da UNICAMP, em sua coluna semanal, acaba de chamar Boris Casoy de mentiroso (leia aqui). É que Casoy ficou todo nervoso com o PNDH-3, falou horrores, numa reação pior do que a que teve com os garis: conclamou Exército, Marinha e Aeronáutica, indignadíssimo, e, se pudesse, mandava um míssil no Planalto... E o Sírio disse que o que Casoy diz do PNDH é mentira. Mas tavlez, Sírio, Casoy seja apenas adepto do Jornalismo como metáfora - você diz o que quiser do texto, porque não há interpretação correta do texto... E a metáfora, essa, aquela, aquela outra, mais ainda aquela ali, e aquela acolá, todas, todas, qualquer uma, estão, todas certas... Logo, Casoy não é mentiroso... É ideológico? De direita? Roxo? Sim, mas... mentiroso? Por quê?

5. Estou sendo irônico. Com Sírio, porque chegamos a trocar e-mail sobre o sentido original de textos, e ele não é muito dado à "intenção do autor". Assim, gostaria de saber como ele pode dizer que Casoy mente ao dizer do PNDH o que o PNDH não diz, mas, não diz... como? Irônico com Casoy, porque tenho descoberto recentemente que Casoy faz parte de uma direita medonha, e isso desde há décadas, na época de um tal de CCC... Irônio com a Teologia, porque sou insider, e conheço de perto o que ela é e tem sido.

6. Sírio saberia me contornar com facilidade, porque ele argumentaria, eu magino, que ele trata das análises diferenciadas que a mídia - Casoy na cabeça - faz dos PNDH de FHC e do PNDH de Lula, de modo que ele não está se pronunciando sobre o sentido "em si" do documento... Ficaria aberta a questão de como, então, Casoy é "mentiroso" e não apenas tendencioso...

7. Quanto à mídia, tenho cada vez mais nojo dela. Vai-se tornando fisiológica a questão. Não posso nem ouvir a voz de certos comentaristas. Por isso, a CBN não me tem mais como ouvinte. Os telejornais da Globo raramente me têm na poltrona, os jornais das corporações do PIG (Partido da Imprensa Golpista) não recebem um centavo meu... Ainda gosto de ouvir a Ana Paula Padrão...

8. A mídia é bandida. A isso se chama, hoje, política...


OSVALDO LUIZ RIBEIRO

PS1. Link para o Programa Nacional de Direitos Humanos - II
PS2. Link para o Programa Nacional de Direitos Humanos - III

sábado, 6 de junho de 2009

(2009/335) "Por que os jornais investem contra o blog da Petrobras?"


1. "Por que os jornais investem contra o blog da Petrobras?" 0- extraído, literalmente, do blog Viomundo, do Azenha. Estamos, defintiivamente, numa outra era...

Por que os jornais investem contra o blog da Petrobras?
Luiz Carlos Azenha

1) Porque perdem o "monopólio da informação" e, com isso, autoridade sobre o público;

2) Porque os leitores agora podem saber quais são TODAS AS PERGUNTAS feitas pelos jornais à Petrobras;

3) Porque comparando todas as perguntas feitas pelos jornais e todas as respostas dadas pela Petrobras com o que é efetivamente publicado os leitores podem descobrir as manipulações feitas com as respostas no processo de edição;

4) Porque essa comparação permite ao público descobrir quais as respostas da Petrobras serão simplesmente omitidas do jornal impresso para não "atrapalhar" a pauta;

5) Porque comparando as perguntas feitas pelos diferentes jornais, o público pode entender que há gente alimentando simultaneamente os jornais com informações em busca de levantar a bola para a CPI;

6) Porque as perguntas fornecem pistas sobre quem está alimentando os jornais com o objetivo de criar o "escândalo" necessário ao sucesso do palanque eleitoral da CPI;

7) Porque essas pistas poderão levar o público a descobrir que os jornais são usados em campanhas eleitorais ou com objetivos inconfessáveis, como o de entregar o pré-sal a empresas estrangeiras;

8) Porque o blog da Petrobras desloca público do jornal impresso para a internet, onde o público poderá receber informações, por exemplo, sobre como a grande imprensa brasileira atacou Getúlio Vargas quando ele criou a Petrobras;

9) Porque todo esse processo pode deixar claro que a grande imprensa não é isenta, nem imparcial, nem honesta; que diz não ter lado, mas tem; que está a serviço de "uma causa", assim como esteve quando fez campanha contra a criação da Petrobras ou em favor do golpe militar de 1964;

10) Porque eles ainda não sairam do século 20.
Vá ao blog da Petrobras e contribua com a investigação dos jornais. É por isso que o Viomundo apóia o controle social dos gastos de publicidade de governos, órgãos e empresas públicas".

OSVALDO LUIZ RIBEIRO

sexta-feira, 5 de junho de 2009

(2009/327) Por isso não assisto mais ao José Soares


"Diante do comentário do apresentador Jô Soares, no programa do dia 03 de junho de 2009, sobre as contratações realizadas pela Petrobras, a companhia gostaria de prestar os seguintes esclarecimentos:

Não está correta a afirmação de que a Petrobras 'faz 80% das compras sem licitação', como afirma matéria do jornal O Globo publicada no domingo (31/05). Do total contratado em 2008, cerca de 70% foram por licitações em modalidades previstas no Decreto 2.745 e 30% por dispensa ou inexigibilidade de licitação.

As contratações realizadas pela Petrobras seguem estritamente o que a legislação determina. Elas se amparam no decreto-lei 2.745, de 1998, instituído para dar maior agilidade para contratação de bens e serviços, em um ambiente de livre competição.

O Decreto 2.745/98 possui uma estrutura idêntica à da Lei 8.666/93. Em ambos a licitação é a regra e tanto o decreto como a lei prevêem, em determinados casos, a dispensa de licitação. São as mesmas modalidades de licitação (concorrência; tomada de preços; convite; concurso; e leilão). São os mesmos tipos de licitação (melhor preço; melhor técnica; e técnica e preço).

A diferença está na simplificação do procedimento, em especial no que se refere a prazos (por exemplo, o prazo entre a divulgação da licitação e o recebimento das propostas é menor no Decreto 2.745/98) e na escolha da modalidade das licitações.

Ainda que contestado pelo Tribunal de Contas da União, este decreto-lei vem sendo
referendado pelo Supremo Tribunal Federal, que já concedeu dez liminares favoráveis à Companhia.

Uma das maiores companhias petrolíferas do mundo, e a quarta maior em reputação entre todos os segmentos de negócio, a Petrobras tem suas contas analisadas de forma permanente e contínua, por auditorias internas e externas, através da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), além de cumprir todas as exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da lei Sarbannes-Oxley e da Securities and Exchange Commission (SEC), tendo seus balanços auditados e aprovados em todas as instâncias".


1. É o que dá humorista meter-se a fazer política de encomenda. Bem-feito! E tem muita gente na maedia precisando levar uma sova dessa. Se o José Soares voltasse a fazer o humor de antes de ir para a Globo, por exemplo, aquele, de quando era do SBT, seria bem melhor do que esse ventríloquo de direita em que se tornou na vitrine global.

2. O problema não são as suas críticas ao Governo e, por isso, à PETROBRAS. O problema é o fato de que tais críticas são notoriamente político-partidárias e parciais, infundadas, até. Além disso, nunca, absolutamente nunca, critica nada, absolutamente nada, de seu candidato à Presidência, o senhor governador de São Paulo, que, de empresas de saneamento e esgotamento sanitário, passando por educação e empresa metroviária, sem falar em rodo-anéis e bancos estaduais - tem "casos" de sobra, mas põe de sobra nisso, para umas "risadinhas" sem-graças de Soares e suas - coisa triste, meu Deus - jornalistas" de cera...


OSVALDO LUIZ RIBEIRO
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Sobre ombros de gigantes


 

Arquivos de Peroratio