sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

(2015/183) "Você não vai fazer isso!" - do constrangedor das interdições inúteis

Você não pode fazer isso!

Mas fez.

Então, eu castigo...

Castigue, mas que fez, fez...

É como alguém que diz que um texto é aberto, mas limitadamente aberto, apenas para algumas direções, mas não para outras...

Pois eu abro o texto, se quero, para todas as direções que eu quiser, e, só para provocar, já que é para arreganhar o texto, nas direções justamente aquelas que os porteiros dizem que não pode, porque não são eles os guardiões do guichê de ingresso.

E o moço do guichê, aborrecido em me ver passar pela abertura que não pode, me dirá: você não pode abrir essa abertura do texto.

Por quê?

Porque não pode.

Mas já abri...

(...)

E veremos todos a pirraça do porteiro, dizendo ideologicamente que eu não posso, mas isso diante do ato concreto de eu o fazer...

Ao que ele dirá: está errado...

E é tudo quanto pode fazer, isto é, fazer exatamente o que ele não quer que façam com ele, ele, o campeão das aberturas... próprias...











OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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