segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

(2015/157) Sei exatamente o que é, mas não sei explicar...

Por que nos damos por satisfeitos quando se quer nos fazer pensar que sabemos identificar um fenômeno, mas não o podemos definir? Faz sentido para você? Todos olham para a coisa e dizem - olha a coisa lá. Mas você não pode dizer o que a coisa é... Bem, para mim não faz NENHUM sentido...

Eu posso fugir da necessidade de definir o fenômeno, mas penso que sou flagrado em gritante contradição, ao trazer o fenômeno na mão.

Acho mesmo que o ocorre aí é que se quer, por todos os meios, desviar-se da crítica à religião. Sem a crítica à religião, todavia, eu não posso sequer conceder razão aos meus olhos: a religião lida com fantasia, com um mundo inventado, e a crença do crente nisso não muda - EM NENHUM SENTIDO - esse fato. Eu então quero fingir que esse fato não tem nenhuma importância...

... e, então, nego-me a definir a coisa, e a deixo tão mística e mágica quanto a alma mística e mágica dos hipnotizados religiosos, cujo fenômeno só funciona enquanto hipnotizados estão.

No fundo, todo mundo tem uma definição de religião: mas muita gente não pode vir a público com a sua, porque ou se revelará tão encantada quanto os próprios religiosos ou revelará a parcialidade incontornável que anima a "pesquisa".







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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