domingo, 29 de junho de 2014

(2014/697) Ainda somos vítimas de supervalorização dos colonizadores


Quase todas as grandes teses científico-humanistas sobre o mundo e a religião foram estabelecidas por teóricos de países colonizadores durante o período das colônias. Seus olhos não estavam atentos aos indigentes colonizados, mas às metrópoles de seus próprios países e do único mundo que consideravam verdadeiro e de valor. E escreveram seus livros - entre eles, por exemplo, aqueles que defenderam a tese do desencantamento do "mundo"...

Os teóricos dos países colonizados, com os ovos dos colonizadores postos em suas mentes e tripas, simplesmente tomaram os livros dos colonizadores e os repetiram, como se eles tivessem validade empírica mundial, como se não fossem o reflexo do preconceito de civilização, do partidarismo de civilização, da miopia de civilização e do interesse de civilização.

É preciso analisar muito severa e criticamente as grandes teses europeias que aportaram no mundo desde 1850 e que até hoje ainda povoam o roteiro dos discursos das antigas colônias que, no fundo, ainda se comportam como se colônias fossem e, no campo teórico, de fato o são.


OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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