sábado, 28 de junho de 2014

(2014/695) Se a religião tomasse consciência da fantasia em torno da qual armou a sua tenda...


Ora bolas, é claro que a crença religiosa não precisa corresponder a gradezas reais para que a religião tenha sentido e função. Na prática, não corresponde mesmo e, todavia, talvez não haja instituição mais antiga entre os homens do que a religião...

Todavia, e é aí que você me parece não entender a questão, ou não pode, ou não quer, é que o problema não é a crença religiosa ser uma fantasia, o problema é o religioso não saber disso e tomar a crença como descrição verdadeira de realidades verdadeiras...

Nem me venha com a conversa mole de que "para ele é verdadeira", que não tenho paciência com essa conversa boba. Se é verdadeira para ele, e ele não sabe que é verdadeira apenas para ele porque ele assim decidiu e quis, se ele achando que é verdadeira para ele, então é verdadeira e pronto, verdadeira para todos, então ele é um alienado oi um incapacitado ético. Inclusive o malandro pós-moderno que, se fosse honesto consigo mesmo e conosco, iria brincar de Jesus no seu próprio quarto e não em praça pública.

Eu admito - e até de bom grado - que a religião pode assumir que se monta em torno de fantasias, como o cinema, por exemplo. Mas também admito que não conheço uma sequer que a faça. Todas, sem exceção, mesmo a dos espertalhões pós-modernos, faz da sua "fantasia" (que ele não admite ser) a realidade a ser imposta a todos os homens.

Não, meus amigos, não posso aceitar isso não.










OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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