sábado, 28 de junho de 2014

(2014/694) Há alternativa entre o fundamentalismo religioso ignorante e o fundamentalismo religioso "esclarecido"?

Você pode tentar explicar 874 vezes e, com esperanças, repetir tudo de novo: veja, meu amigo, fé, enquanto crença, enquanto alguma coisa positiva em que você acredita, por exemplo, anjos, outro exemplo, Juízo Final, isto é, doutrinas, ensinamentos de religião, então, fé, essa coisa, não é conhecimento: você não sabe sequer se é verdade, nem nunca saberá, ao menos não enquanto estiver vivo... Entendeu? Doutrina é mito, mitologia, fantasia. No máximo, para eu ser legal, é o que Pascal, teólogo profissional, disse: é uma aposta, um desejo, nada mais do que isso. No fundo, nem como aposta vale, porque a aposta se dá sobre resultados líquidos e certos enquanto possibilidade, mas "apostar" que anjos ou deuses existem é a mesma coisa que apostar que unicórnios existem. Transformar o desejo de crer em fantasia religiosa em aposta é uma falácia pascalina. De modo que, além de não se saber nada, apostar em doutrina é desejar seR duas vezes enganado...

Você tenta explicar. E, então, eis o resultado.

Para o turrão, o que você disse não faz o menor sentido. Ele sequer entende o significado das palavras.Está tão completamente incapacitado para a reflexão que não há como fazer entrar a informação e, pior, a reflexão na cabeça dura dele...

O pós-moderno sabe que você está certo. Mas ele é engajado nas coisas da religião, e tem que manter a roda girando. Então, ele se torna um duplo: com um lado da boca diz que acabou a metafísica mesmo e blá blá blá e, com o outro, ele vai ao culto e prega a mesma coisa que o turrão prega no templo ao lado.

Qual a alternativa...?

Há jeito de fazer, honestamente, um religioso aprender esse preciso pormenor epistemológico e extrair daí as conseqüências necessárias para fazer dele não um turrão parvo ou um malandro pós-moderno...? Ou isso é tudo o que temos: fundamentalismo religioso ignorante e fundamentalismo religiosos "esclarecido"?

Há alternativa...?

De que forma é possível, honestamente, conciliar o conhecimento (verdadeiro) e a religião...?










OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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