sexta-feira, 30 de maio de 2014

(2014/543) Ana Larousse e Vanusa - tornar-se mulher é assim essa dor?


Vai Menina
Ana Larousse


Tudo começou aqui, longe do mar
É que o cinza é maior que o céu
E o resto é chorar

Vai menina
Põe teu rosto de sorriso
Teu vestido azul tão lindo
Põe teu jeito de brincar
Vai menina
Com teus olhos de mercúrio
Colecione vagalumes
Porque a noite logo vem
E vem
E vem

Vai menina
Cresce agora, vai
Eu sei que dói
Vai menina
Deite os lábios
Não vai mais sorrir

Foi janeiro começar longe do sol
Foi do mundo me levantar
E agora é crescer

Vai menina
Veste o peito de coragem
Corra, não perca a viagem
Porque os anos logo vão
Vai menina
Nessa vida é só você
Não espere por ninguém
Ninguém espera por você
Ninguém
Ninguém

Vai menina
Cresce agora, vai
Eu sei que dói
Vai menina
Deite os lábios
Não vai mais sorrir

Vai menina
Guarde os sonhos com você
Guarde o amor e seus por quês
Porque no mundo tudo cai
Vai menina
Deixe o tempo amanhecer
Se desfaça de mais um
E finja ser feliz assim
E assim

Foi de longe que eu me vi
Sozinha a correr
Foi do mundo me levantar
E agora eu vou

Papapapapapapapapa
Papapapapapapapapa






Mudanças
Vanusa

Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gavetas
Jogar fora sentimentos
E ressentimentos tolos.

Fazer limpeza no armário
Retirar traças e teias
E angústias da minha mente
Parar de sofrer
Por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina
Pra ser mulher!

Hoje eu vou mudar
Por na balança a coragem
Me entregar no que acredito
Pra ser o que sou sem medo.

Dançar e cantar por hábito
E não ter cantos escuros
Pra guardar os meus segredos
Parar de dizer:

"Não tenho tempo pra vida
Que grita dentro de mim
Me libertar!"

(DECLAMANDO)

Hoje eu vou mudar
Sair de dentro de mim
E não usar somente o coração
Parar de cobrar os fracassos
Soltar os laços
E prender as amarras da razão!

Voar livre
Com todos os meus defeitos
Pra que eu possa libertar
Os meus direitos
E não cobrar dessa vida
Nem rumos e nem decisões!

Hoje eu preciso
e vou mudar
Dividir no tempo
E somar no vento
Todas as coisas
Que um dia sonhei
conquistar,

Porque sou mulher
Como qualquer uma
Com dúvidas e soluções
Com erros e acertos
Amor e desamor.

Suave como a gaivota
E ferina como a leoa
Tranqüila e pacificadora
Mas ao mesmo tempo
Irreverente e revolucionária!

Feliz e infeliz
Realista e sonhadora
Submissa por condição
Mas independente por opinião,

Porque sou mulher
Com todas as incoerências
Que fazem de nós
Um forte sexo fraco!

(CANTANDO)

Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gavetas
Jogar fora sentimentos
E ressentimentos tolos.

Fazer limpeza no armário
Retirar traças e teias
E angústias da minha mente
Parar de sofrer
Por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina
Pra ser mulher!

Eu vou mudar!
Eu vou mudar!
Eu vou mudar pra valer!

Eu vou mudar!
Eu vou mudar!
Eu preciso!
Eu preciso mudar!


Manhãs de Setembro
Vanusa

Fui eu quem se fechou no muro
E se guardou lá fora
Fui eu quem num esforço
Se guardou na indiferença.

Fui eu que numa tarde
Se fez tarde de tristezas
Fui eu que consegui
Ficar e ir embora
E fui esquecida
Fui eu!

Fui eu que em noite fria
Se sentia bem
E na solidão
Sem ter ninguém
Fui eu!

Fui eu que em primavera
Só não viu as flores
E o sol
Nas Manhãs de Setembro.

Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar
O vizinho a cantar.

Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar
O vizinho a cantar
Nas Manhãs de Setembro
Nas Manhãs de Setembro
Nas Manhãs de Setembro
Nas Manhãs!

Fui eu quem se fechou no muro
E se guardou lá fora
Fui eu quem num esforço
Se guardou na indiferença.

Fui eu que numa tarde
Se fez tarde de tristezas
Fui eu que consegui
Ficar e ir embora
E fui esquecida
Fui eu!

Fui eu que em noite fria
Se sentia bem
E na solidão
Sem ter ninguém
Fui eu!

Fui eu que em primavera
Só não viu as flores
E o sol
Nas Manhãs de Setembro.

Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar
O vizinho a cantar.

Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar
O vizinho a cantar
Nas Manhãs de Setembro
Nas Manhãs de Setembro
Nas Manhãs de Setembro
Nas Manhãs!







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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