sexta-feira, 30 de maio de 2014

(2014/541) Da crítica da utopia politicamente ingênua


Você critica a ingenuidade política do sujeito utópico e ele interpreta a sua crítica como se você não tivesse utopias. Deve ser porque ele acha que a utopia é uma forma de vida...

Não se trata de condenar as utopias - e isso me parece de uma obviedade gritante, como se estivesse escrita na face nossa da Lua em letras de neon. Trata-se apenas de confundir o caminho da realização política real, concreta, com a utopia político-filosófica que, em última análise, converte-se em mística subjetiva, em calda de caramelo para o doce encantamento juvenil do revolucionário voluntarioso...

Viva as utopias! Eu as tenho. 

Mas eu prefiro imensamente os políticos reais. Prefiro o Lula de Brasília, a Dilma de Brasília, o Dirceu da Papuda aos três brincando de Dom Quixote diante dos olhos de 40 famintos brasileiros.

Claro que uso de retórica aqui, mas me parece que apenas quando Lula, Dirceu e Dilma desceram ao chão real da luta política, real e com reais possibilidades de assunção ao poder (ainda que a isso pareça aos olhos de Ciro Gomes uma capitulação com o Poder Verdadeiro), que se tornou possível o Brasil atual, que, a despeito do discurso lulofóbico, é incomparavelmente melhor, infinitamente melhor do que quando Lula era um utópico elemento da oposição...










OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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