sexta-feira, 30 de maio de 2014

(2014/538) Das duas vítimas: o homofóbico e o gay


Somente pessoas realmente livres, verdadeiramente donas de sua sexualidade, e que têm a liberdade, por razões de profissão, de dizerem o que pensam nesse campo da sexualidade, podem publicamente, afirmarem sua absoluta aceitação do outro "homossexual", de reconhecer naquele que é homossexual um igual, um cidadão pleno de todos os direitos, nem nódoa nem mácula; só quem reconhece o próprio corpo, e não importa em que forma de amor e sexualidade, se hétero, se homo, se bi, não importa, mas só quem reconhece-se a isso mesmo como ser sexual e experimenta-se a si mesmo enquanto tal, só esse poderá compreender, aceitar e tratar como normal, natural e comum a homossexualidade em quaisquer de suas formatações.

Por trás de todo homofóbico público e privado está um ser deformado sexualmente, castrado psicologicamente, empobrecido eroticamente, mutilado na alma e no coração. Não fora criminosa a sua atitude, teríamos pena desse sujeito. Mas é tão grave o seu crime e a sua atitude, seja culposa, seja dolosa, que, entre preocupar-me com as vítimas gays e preocupar-me com a demência inquisitorial do santo, opto pelos primeiros. Nisso, ambos são vítimas, com a diferença que os gays são vítimas dos santos homofóbicos que, por sua vez, são vítimas de si mesmos.







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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