terça-feira, 27 de maio de 2014

(2014/511) Idealização da homoafetividade


Osvaldo, você não idealiza a condição gay?


No fundo, idealizamos tudo. Para que aceitemos alguma coisa, nós a idealizamos. Não sei quem são os gays. Não convivo com eles. Os gays com que lido, aqui e ali, não lido com eles na condição de gays, mas de colegas de trabalho, colegas de prédio, colegas de bairro. Como há colegas héteros. Não me relaciono com mulheres, salvo Bel, de modo que, no fundo, não sei como são as mulheres. Idealizo-as, a partir de Bel e do pouco delas com que convivo no trabalho e nas relações sociais. A questão não é essa: a questão é outra. Eu não vejo nenhuma razão razoável (salvo a pestilência preconceituosa da religião e da cultura) para considerá-los outra coisa que não cidadãos como outros quaisquer. Talvez a idealização radical mesmo seja fazer deles o que o seu nojo faz com que sejam. Mas não são eles: é você.

Publicação by Osvaldo Luiz Ribeiro.







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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