sábado, 26 de outubro de 2013

(2013/1242) O jogo Teologia que eu jogo


Não, eu não vou entrar no seu jogo de Deus. Não vou. Se eu decidir jogá-lo, não será com ele sozinho, será com ele e com todos os demais deuses do planeta...


Ah, você, além de querer jogar o jogo de Deus, ainda acha que é o único jogo que há... 7 bilhões e meio de pessoas a crerem em deuses e só o seu é que é? Poupe-me de sua arrogância falso-espiritual...

A questão dos deuses está resolvida há 200 anos: projeção humana, expressando-se na forma de ondas retóricas, discursos, palavras, que se traduzem em ritos, imposições, injunções, normas, castrações - também amparo, ajuda, conforto: ópio e cafeína, Prozac e Lexotan, beijo e escarro.

Um teólogo informado sabe que o discurso que ele tem é discurso humano. Um teólogo e uma teóloga informados sabem que os sentimentos que eles têm - mesmo no culto - são humanos. Nada há que se possa honestamente dizer que não seja humano...

Assim, não, obrigado, não vou jogar o seu jogo de Deus, jogo que você roubou dos outros, que o jogavam antes de você, e pelo qual não pagou royalties...

O jogo Teologia que eu jogo é completamente outro.






OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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