sexta-feira, 13 de setembro de 2013

(2013/1062) Sobre o Amor - só que não


I.

Isso é um micro-conto?

Passou a vida refletindo sobre Deus. Um dia, recebeu a iluminação: Deus era o Amor que se dispensa às pessoas. Imediatamente, foi ao Templo, cultuar o Amor...


II.

Como se sabe se se aprendeu algo? Se, no instante seguinte, isso que você teria aprendido faz parte de sua vida, está no seu corpo e corre em suas veias. Entender, não é necessariamente aprender - pode-se rejeitar tão profundamente o aprendizado, a ponto de enganar-se, assumindo ter entendido...

Um exemplo: dizer que aprendeu que Deus é Amor. Se, de fato, cremos nisso, muda tudo... E, se não muda, na prática, é porque, na prática, não aprendemos foi nada...


III.

O amor de Deus se revela verdadeiramente em nós quando nos sentimos tomados do dever de dizer a todos que, se não aceitam o amor de Deus, a sua Justiça lhes dará a única coisa que merecem...


IV.

As paredes do Inferno se constroem com o Amor rejeitado de Deus.


V.

Fôssemos nós Deus, relevaríamos metade das injúrias que Deus não releva. Mas é somente porque não temos pelo menos a metade do Amor e da Justiça dele...


VI.

O Amor é apenas um cabresto moral que se tentou pôr em Deus. Não deu certo: pariu-se a mistura de diabo e onipotência...




OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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