sábado, 24 de agosto de 2013

(2013/954) Palavras duras? Falta muito, ainda, para alcançar o tom da homilética

I


Curioso como consideram minhas palavras fortes. Sempre, invariavelmente, aqueles que criticam meu tom apontam a sua dureza... 

Penso aqui em duas coisas: a dureza que eu uso não é nem a metade da dos bons profetas bíblicos e não chega a ser nem 1/10 da dureza com que os púlpitos condenam aqueles que consideram pecadores - inclusive ao inferno...

Sempre pesos e medidas. Sempre aquela máxima: para nós, tudo, todo direito, para os outros nada...

Não condeno ninguém, não sentencio ninguém - mas denuncio, como tantos (nisso, não estou só) o estado de sub-cidadania em que colocamos as pessoas, quando lhes roubamos o direito constitucional de portar-se criticamente.

Não trabalho para a religião nem para religiosos: trabalho para o país - educação cidadã crítica.



II

Meus amigos e meus "amigos" devem ter alguma boa dor de cabeça. 

Minhas críticas à religião são diretas, pesadas, gerais - tanto aos desmandos e intolerâncias, quanto à ética, até a condição de alienação programática, no lado epistemológico.

Alguns aguentam firme. Mas guardam no fígado. Aí, aproveitam uma oportunidade para devolver o troco.

Eu lamento que a crítica à religião ofenda a profissionais religiosos. Os mesmos, aliás, que fazem crítica à política profissional.

Melhor seria que, diante de minha crítica, apontassem o erro que cometo, ali, específico. Ou que fizessem uma auto-análise e constatassem que estão entre as exceções que costumo registrar - quase sempre.

Reclamar de minha crítica é tolice. Dizer-me chato, é infantilidade. 

Não critico diretamente ninguém. Não critico CPF - quando o faço, é com o nome escrito, endereço em azul. O que critico é o que já cansei de falar - o aproveitamento mesquinho da fé das pessoas e a condição de alienação da fé.

É seu caso?

Segura o tranco.

Não é?

Toca teu barco.







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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