1. Contar-te, ao pé do ouvido, a saga da minha vida. Cada chaga aberta, cada lágrima contida, cada rio derramado dos meus olhos.
2. Contar-te, ao pé do ouvido, a vida minha, inteira, de par a par, ao preço de morrer, corando, que os porões da alma, amor, quando abertos, ora curam, ora matam, mas, contê-los mais não posso...
3. Contar-te, sim, antes que eu morra, dos dias que te esperava, entristecido, sem tristeza alguma merecer-me. Espera longa e aflita, até que te vi na longa curva do caminho, fazendo alvorada na treva da minha alma...
OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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