sexta-feira, 10 de abril de 2015

(2015/415) Se é assim, então Deus pessoalmente ditou a Bíblia

Em A República e em As Leis, Platão, o sacerdote-filósofo-elitista-escravocrata da democratíssima Atenas ensina a comandar a massa desde a Sala Oval. Os ingredientes são três, ele diz: lei, mito e música. O rei-filósofo (porque quem o instrui é um filósofo, entendem? Fora um químico, seria um rei-químico), o rei-filósofo então inventa uma lei. Agora a massa precisa cumprir essa lei.

O rei-filósofo, então, orienta Platão, amado de Agostinho (e eu sei exatamente por que...), contrata um mitoplasta. O mitoplasta é um fabricante de mitos.

O mitoplasta deve ler a lei, entender seu objetivo, que é fazer com que a massa faça o que o rei-platônico quer que ela faça, e deve, então, inventar um mito que tenha a função psicológico-social de introjetar o objeto da lei na consciência da massa. E o mitoplasta é especialista nisso...

Depois, o rei-filósofo contratará músicos que vão musicar o mito, para que a música faça com que o mito desça ainda mais profundamente até as regiões mais profundas da alma da massa, de sorte que a massa pense estar fazendo o que sua consciência manda, quando, em todo o tempo, faz o que o rei-filósofo manda...

Palavra/lei, mito e música...

E meus amigos que gostam de lidar com mito arregalam olhos desse tamanho quando lhes digo que mitos são mentiras... Não, Osvaldo, há muito tempo não se trata mais mitos como mentiras, seu desinformado! E eu respondo: desde mais ou menos 1848 não?

Se mitos não são mentiras, então certamente Deus ditou a Bíblia.











OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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