sexta-feira, 20 de março de 2015

(2015/288) Como escolher que método usar com textos?

Textos e métodos.

Se o seu interesse é histórico; se o que você quer é (tentar) situar o texto no mundo em que ele foi produzido e interpretá-lo aí, compreendê-lo como seu autor, seus autores, seu redator, seus redatores, gostariam de ser entendidos; se o que você quer é compreender a intenção narrativa, teleológica, de quem escreveu o texto, então o único método possível se chama HISTÓRICO-CRÍTICO. Ele sofreu desdobramentos relevantíssimos no século XX, e alguns o atualizaram (inclusive eu) com uma nova nomenclatura: MÉTODO HISTÓRICO-SOCIAL, que, todavia, é exatamente a mesma coisa que era o MHC, com upgrades, se me faço entender. Mas a base é a mesma.

Agora, se o seu interesse não é histórico nesse sentido, então, qualquer método serve. Qualquer. Vão dizer que não. Mas não é verdade: se você tira a âncora da História, então a única âncora, a despeito do que digam, é você mesmo. E, se não tiraram a âncora da história, então porque matar os métodos históricos? Tiraram. E, se tiraram, então são eles mesmos a única âncora. De modo que o método que você quiser usar, use. Não vai fazer qualquer diferença substancial, afinal... E, atenção: não estará errado - desde, claro, que confesse que não tem nenhum interesse em história...










OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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