sábado, 31 de janeiro de 2015

(2015/144) Da Umbanda dos livros e da Umbanda que eu conheço


Livro é bom.
Mas a realidade é melhor.
Livros há que falam da Umbanda.
Quem os lê, e nunca ao centro de Umbanda do Rio de Janeiro foi, repetirá o que não tem parte com a realidade: não mata bicho, não tem atabaque, foi expurgada dos elementos mais crus do Candomblé...
Mata, tem, foi não...
No Espírito Santo, e eu não sabia, sim: ouvi falar que nem atabaque tem, quanto mais sacrifício...
Vai ver quem escreveu os livros foi a um terreiro de Umbanda do Espírito Santo é projetou no todo.
Caiu do cavalo.
No Rio de Janeiro, os terreiros de Umbanda só diferem substancialmente do Candomblé porque têm pretos velhos, caboclos e santos católicos. No mais, têm atabaques e festa, sacrifício de animais e comilança.
E não digo por ter lido: vivi em terreiro de Umbanda, por ter sido sobrinho de mãe de santo, até os 15 anos, a despeito de nunca ter oficialmente feito parte do culto.
Minha mãe, sim.
Nós, por isso, participávamos: comíamos das comidas nas festas, passávamos as noites em claro. Eu lembro de muita coisa, das roupas, das músicas, dos pontos, muitos dos quais ainda solfejo automaticamente...
Eu gosto de livros.
Mas é preciso ter cuidado com eles.
Muitos, não sabem do que estão falando.
A Umbanda é um fenômeno tão plural quanto os Cristianismos, e dizer que "a" Umbanda é assim e assado é como dizer que os cristãos falam línguas estranhas...









OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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