sábado, 17 de maio de 2014

(2014/448) O risco político da arte


Ai dos que se entregam às emoções de TV, cinema, teatro e livros. Bem sabendo fazer, pode-se levar à lagrima uma pessoa com as mais bem encenadas farsas e mentiras. Não é a verdade que emociona - é a imagem. Seja ela verdadeira ou não. No fundo, a arte é um balão de ensaio para a manipulação política, mesmo quando se considera separada dela.








OSVALDO LUIZ RIBEIRO

2 comentários:

Thiago Balduino Caldeira disse...

Tudo tem seu risco político, porque o uso de qualquer coisa inventada pelo humano é, assim, humana, e homens, você sabe, são maus, querem poder, são gananciosos e tem essa pulsão até biológica pela propagação e manutenção de seu poder, vida, espécie.

Então a arte tem tanto risco político de alienação e criação de estruturas de poder como tem a religião, como tem a comunidade científica, como tem o "saber".

Quando você "ultrapassa" qualquer campo desses com pensamento crítico e, especialmente, auto-crítico é que você se vê livre dessas amarras.

Todo o pensamento que você, professor Osvaldo, propõe, brilhantemente, para uma superação da religião, também pode ser aplicado à arte e à ciência.

Política, estética e heurística só estão separadas nos esquemas de explicação no quadro branco da sala de aula, mas são tão juntas quanto a cartilagem é do osso, e o osso é de seu epicôndilo.

Peroratio disse...

Juntas sim, idênticas, não, tanto quanto o osso está unido a tudo que você citou, mas uma coisa é uma coisa e outra é outra...

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