domingo, 20 de abril de 2014

(2014/282) Da condição crítica

Osvaldo, seja mais pró-ativo e menos crítico. Em lugar de apontar os equívocos, os erros e desvios, os pecados das religiões e dos religiosos, mostre o exemplo de amor, de caridade, de compaixão...

Se, programaticamente, eu decidir mostrar casos de amor, caridade, compaixão e misericórdia, não será especificamente de religiões e religiosos, porque atos de compaixão e caridade não são exclusividade de religiosos. Se eu fizer propaganda de compaixão, será da compaixão que falarei, não de religiosos compassivos - porque eu estaria trocando a crítica pela adulação. 

Mas, se você pode dizer que compaixão não é exclusividade de religiosos, por que, então, critica apenas religiosos?

Não, meu amigo: é porque você só lê o que interessa - eu critico religioso, sim, mas acadêmicos, políticos e até artistas.

Elogio quem eu acho que tem que ser elogiado e critico quem eu acho que tem que ser criticado. O problema da religião é que eu estou em agonia com seu programa institucional de alienação - é o modo dela funcionar, modo esse que, em plataformas político-civilizatórias, como a cristã, teocrática e alienante por excelência, põe, inevitavelmente, seus adeptos em rota de colisão com as sociedades plurais e de auto-determinação.








OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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