segunda-feira, 11 de novembro de 2013

(2013/1320) Fragmentos facebookianos


I.
Se o Cristianismo não servir para fazer de mim uma pessoa melhor, radicalmente boa, não tem real relevância. A questão é: quem decide o que é ser uma pessoa boa? E, então, chego à conclusão de que a Ética é superior ao Cristianismo, com todas as implicações dessa constatação...


II.

Juro que queria ser um pouco mais cristão...

... mas me falta um pouco mais de intolerância...


III.

Lição número um de um cristianismo alternativo, que alguém postulou, mas durou dois dias e meio, apenas: "nem eu te condeno"... O cristianismo afastou-se tanto, mas tanto, dessa lição que, hoje, não condenar, assumir a atitude teológica e ética de não condenar, é apostatar da fé...


IV.

Da variada prateleira de versos bíblicos, escolhemos sempre os piores - entre versos de tolerância e versos de intolerância, escolhemos estes; entre versos de condenação e versos de acolhimento, escolhemos aqueles. Se a prática cristã, e não o blá blá blá cristão, for critério para o julgamento da coisa-cristão, penso que estamos diante de uma coisa-fraude, posto que promete tornar as pessoas boas, mas as faz piores do que eram: santas por fora, mas perversas por dentro... E isto quando santas por fora...


V.

"Parole, parole, parole
(...)
Canto: Parole, parole, parole
(...)
Canto: Parole, parole, parole
(...)
Canto: Parole, parole, parole
(...)
parole tra noi..."...

Resume ou, não, fora do contexto da letra, mas na sua mesma direção, muito do nosso cotidiano...? No "amor", da religião, na política, na educação, nas relações... Parole...


VI.

Se tomarmos a descrição que os teístas fazem de Deus, penso que os teístas envergonham-no mais do que os ateus...


VII.

O que o cidadão faz em sua vida privada, entre quatro paredes, não me diz respeito nem interessa...

Desde que, em sua vida privada, ele não faça nada que interfira em nossas vidas públicas...


VIII.

Quanto mais cara uma eleição presidencial, mais distante nos encontramos da ocasião de libertar-nos dos grandes interesses capitalistas - em seu pior sentido. De que forma partidos alternativos, gente sem compromisso, por qualquer razão, com os grandes capitais, os grandes empresários, os grandes conglomerados, os quais, efetivamente, pagam a conta, podem competir, em condições de igualdade, com quem representa o destino de vultosas somas de investimentos em marketing de campanha? Até certo ponto, uma eleição presidencial pode ser comprada - e, seja como for, as forças que se embatem devem, todas, recorrer ao capital, aos gastos, ao que isso permite... mas representa.

Deveria ser terminantemente proibido financiamento privado de campanhas - apenas dinheiro público e com restrições severas de propaganda.







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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