segunda-feira, 4 de novembro de 2013

(2013/1317) Sobre budistas e Eclesiastes, de um lado, Espiritismo, de outro, e os dois lados da naturalização das condições sócio-políticas


Se posso dizer que Eclesiastes e o Budismo são naturalizações do status quo, das condições político-sociais, econômico-culturais, como "naturais", optando, o primeiro, pela fruição individualista do prazer frugal da existência e, o segundo, pela sua radical negação, talvez eu pudesse dizer que, em contrapartida, o Espiritismo (dos kardecistas) é a mesma naturalização, mas com o acréscimo (muito bem-vindo, diga-se de passagem) da caridade como elemento fundamental do processo de passar pelo fluxo das encarnações...

São, todavia, todas essas, formas de naturalização da vida tal como ela se dá. Em nenhuma delas, encontramos elementos de denúncia das causas estruturais do sofrimento social, muito menos admoestações à transformação revolucionária das condições de vida...

Equivoco-me?









OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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