quarta-feira, 30 de outubro de 2013

(2013/1270) Da Teologia do Inefável, da impossibilidade do Incognoscível


Se com Teologia - e farei aqui uma concessão a mim mesmo - for algum modo de pensar o Insondável (e, para mim, Teologia não é mais isso, mas, vá lá), Teologia não é algo, então, que possa ser ensinado...

Se Teologia é, vá lá, alguma coisa sobre pensamentos especulativos a respeito do Inefável, então não se pode ensinar nada quanto a isso, porque o Insondável é o que é, se Insondável é, e eu não poderia ensinar o que não pode ser sondado...

No máximo, eu poderia provocar pensamentos, provocar processos de pensamentos que, todavia, permaneceriam na impossibilidade de acontecer em qualquer outra forma que não a impossibilidade...

Por que então se ensina Teologia como conteúdo: porque inventamos os conteúdos, porque classificamos os conteúdos, porque investimos nossa vida real em conteúdos inventados - e a isso tomamos pelas coisas sagradas...

Só três espécies de pessoas podem entregar-se a isso: o ignorante, o trapaceiro e o desesperado...

Não sou ignorante quanto à impossibilidade de qualquer tipo de Teologia dessa natureza - qualquer! Não sou trapaceiro. Não me encontro desesperado...

Voltando, pois, àquela Teologia que me parece possível: histórica, antropológica, crítica.








OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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