sexta-feira, 25 de outubro de 2013

(2013/1207) É rei, mas podia ter sido padeiro


Para além do fato de "pensar" Deus, observo que as pessoas pensam em Deus como "rei", como se ser rei fosse uma categoria ontológica, quero dizer, uma característica da própria essência de "Deus".

As pessoas não se dão conta de que, para além do problema de "pensar" Deus, pensá-lo como intrinsecamente rei é negligenciar o fato histórico de que o discurso sobre Deus foi administrado pelos reis por mais de cinco mil anos e até muito recentemente (menos de 250) anos atrás...

Pensar Deus como rei é entregar-se, ainda, ao discurso manipulador dos reis, que se diziam postos no trono pelos deuses para, em nome deles, nos governar.

Se você ainda não está pronto ou pronta para enfrentar com mais rigor a questão de Deus, ao menos tenha coragem política de negar-se a aplicar a essa ideia - Deus - a ideia de "rei". Se não o fizer, será súdito/súdita de quem instrumentalizar essa ideia - e você fará, em nome desse rei, as maiores barbaridades, como, de resto, os reis e os seus mandados sempre fizeram...








OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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