sexta-feira, 22 de março de 2013

(2013/306) Calar-se é tomar partido


1. Diante do cenário nervoso desenhado pela contra-reação evangélica à reação da comunidade GLBT, calar-se é tomar partido.

2. Não estou dizendo que você deve dizer alguma coisa.

3. Só estou dizendo que calar-se não é o contrário de dizer - nesse campo, calar-se é indicar que tem lado: e, naturalmente, o lado que detém o domínio dos mecanismos políticos de cerceamento dos direitos da comunidade GLBT...

4. Na comissão em torno da qual se disputa politicamente - mas também simbolicamente - essa batalha, dos 18 membros, 12 são evangélicos, e Jean batalha uma batalha difícil...

5. Cale-se. Tudo bem. Eu entendo. Entendo inclusive o por que você se cala e o lado que toma.

6. Uma Alemanha (quase) inteira se calou diante de coisa pior... Também lá se tomava partido.

7. O grande Alexis de Tocqueville vez uma longa viagem aos Estados Unidos, escreveu um Diário de Viagens e louvou - alguém mais do que ele? - as virtudes maravilhosas daquele povo cristão, que ama a liberdade... Nenhuma palavra, uma sequer, sobre os pretos no tronco! Calou-se. Também tomou partido.

8. Cale-se também. Tome partido. Amanhã, escreverão a história do teu silêncio.





OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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