sábado, 7 de março de 2015

(2015/268) Da insistência teológica no "sentido profundo" dos mitos

A insistência teológica no "sentido profundo" do mito me parece bastante óbvia: uma vez que não se pode deixar de admitir que as narrativas do Gênesis - mas não apenas dele - são mito, a saída para manter os seus desdobramentos, isto é, as "verdades" sistemático-filosóficas das doutrinas (não, não são fundamentalistas!) ou do sentido metafórico pós-metafísico... das mesmas doutrinas! (não, eles não são iguais aos outros!) é considerar que, na sua mesma condição de mito, essas narrativas são apenas inícios de linhas, adiante das quais vão seus desdobramentos de sentido, de modo que as verdades dogmáticas ou de purpurina metafórica de hoje são, eles insistem, aves douradas que eclodiram daqueles ovos de verdade...

Sempre, absolutamente sempre, retórica nova para os mesmos móveis velhos, ou, dizendo sob outro recorte: mudar tudo para não mudar absolutamente nada...














OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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