sexta-feira, 6 de março de 2015

(2015/248) Filho ingrato é o homem pós-moderno

O cego quer ver...
Toca, mas quer é ver...
O surdo não sabe o que perde, mas sente a vibração e lhe tremem as carnes ao pensar no que é que ele não tem...
A pele se arrepia ao toque, cada pelo um soldado erguido, riste, firme, nervoso, excitado...
O lábio, a pele, os lábios, todos eles...

E justamente quem pode, quem vê, quem toca, quem cheira, quem escuta, despreza tanto a matéria, o concreto, a lama de onde saímos...

Filho ingrato é o homem pós-moderno...









OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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