sexta-feira, 4 de abril de 2014

(2014/140) Se nefesh cair na prova de Hebraico, os angolanos gabaritam...

Essa foi divertida...

Aula de Hebraico. Pela manhã. Meia dezena de alunos angolanos na sala de aula. Eu vou explicando substantivos e adjetivos. Chega a vez de uma palavra: nefesh. Digo que não é alma, é garganta. Gasto uns minutos com a questão. Repito a palavra - nefesh - algumas vezes. Os angolanos prestam uma atenção não comum - olhos fixos, máxima atenção, nenhum movimento...

Nefesh...

Noite. Turma da noite, agora. São três angolanas. A mesma aula. Falo de nefesh. Não há tanto tempo à noite quanto pela manhã, não gasto muito tempo na explicação - apenas repito a palavra duas ou três vezes e sigo com a aula...

Risos ao fundo.

O que é?

Um aluno me diz que as angolanas, que estão morrendo de rir, lhe disseram que eu falei um palavrão...

Heim?

É, você falou um palavrão...

Como assim?

Uma palavra hebraica aí é um palavrão em Angola...

Qual?

Nefesh...

Sério?

Que palavrão?

Uma das angolanas, com a mão na boca, para disfarçar o riso, indisfarçável: o órgão sexual feminino, professor...

Hahahahaha...

Caímos, todos, na gargalhada: e eu, então, repeti umas 5 vezes, nefesh, nefesh, nefesh, imaginando o efeito na cabeça delas...

Ah, safados: por isso os angolanos da manhã estavam tão atentos! Safados...










OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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