terça-feira, 12 de novembro de 2013

(2013/1347) Sobre os deuses como seres de espírito


Com toda honestidade da minha alma, ainda que a honestidade não confere qualquer validade a priori, mas, com toda a honestidade do mundo: um papo sério sobre Deus é tao possível - e o é - quanto um papo sério sobre Exu, kamis japoneses, pokemons, Etienne Navarre, o Caco, Luke Skywalker, Frodo e a mulher que mora no rés do chão, do romance Todos os Nomes, de Saramago...

Não estou de gozaação - estou falando sério. A despeito de os deuses e, dentre eles, um em particular, terem uma força tão profunda na consciência e no corpo de crentes e, mesmo, não-crentes, os deuses não são de nenhuma outra categoria que os seres de espírito, os seres que povoam a mente humana, a criatividade humana, a imaginação humana, seres que, criados por nós, nos podem controlar, fazer melhores, fazer piores...

Assim, qualquer um que queira conversar comigo sobre Isabeau, a amada de Etienne Navarre, não poderá tomá-la como alguém que pense por si mesma - mas que obedece a quem criou a história, ou, se eu a tomo para mim, a mim...

Logo, quando conversar-se comigo sobre os deuses, tenha-se consciência de o estar tratando como criação humana, que alguém controla, manipula e mantém vivo - ainda que por força de sua própria modalidade especialíssima de ser...







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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