quarta-feira, 30 de outubro de 2013

(2013/1268) Minha casa é minha?


Por que achas que essa casa é sua?, essa terra?, esse chão?

Mostro-lhe o papel escrito, assinado e carimbado.

Por que cuidas que esse papel te diga que essa casa é sua?

Mostro-lhe minha cara de estupefação pela sua estultícia...

Serei gentil com você, ele me diz, e diz: em meia hora, um povo mais forte que o teu invade a tua terra, rasga o teu papel e te põe na rua...

E, depois, ele acrescentou: é apenas um jogo, um jogo frágil, jogo de concordâncias, assentimentos, protocolos - mas não perca de vista que tudo isso é frágil: a qualquer momento, a força bruta rasga todos os acordos e voltamos, todos, para o dia dos homens brutos...








OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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