terça-feira, 22 de outubro de 2013

(2013/1183) Carida é coisa que se faz para Deus?


Se em nome de Deus você faz caridade, não é caridade que você faz, mas missões, seja lá o que isso for - não é o necessitado que te move, você não o faz por força da necessidade dele, mas por uma ordem religiosa. Sociologicamente, não faz a menor diferença - psicologicamente, eticamente, filosoficamente, faz. Não, você não age por ser uma pessoa boa e por amar o que sofre - age, apenas, porque é bem mandado religiosamente...

Se você faz caridade independentemente da religião, não porque Deus mande, mas porque a pessoa ali na frente estende a mão, é ela, a mão dela, o rosto dela, que move você, e não uma injunção religiosa, missionária, teológica, então é caridade o que você faz, então é amor o que você experimenta - e não faz a menor diferença sequer se você é ou não uma pessoa religiosa.

Se você faz o que faz porque acredita que Deus manda, isso é uma coisa. Se você faz o que faz por amor ao necessitado, isso é outra coisa. Para o necessitado, não sei se faz diferença - para eu saber quem você é, sim, faz. Toda.

A pessoa que faz caridade porque crê que Deus quer é a mesma que considera homossexualidade uma abominação porque Deus disse...

O quê? A despeito de a Bíblia, a "Palavra de Deus", dizer que homossexualidade é abominação, você acha que não? Se você é capaz de insurgir-se a esse ponto contra a Bíblia, porque precisa da desculpa que faz caridade por causa de Deus? Por que você não é simplesmente bom, por que você não se faz simplesmente boa, vai lá e ajuda a quem precisa - não movido por mitos, doutrinas ou estratégias de conquista disfarçadas em caridade, mas por conta única e exclusivamente de quem sofre?







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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