quinta-feira, 11 de julho de 2013

(2013/720) Leitura e crítica


Como eu leio textos?

Criticamente - sempre.

A primeira coisa que faço, sempre, é fechar a guarda.

Mesmo quando são amigos a escrever, não dou tréguas: guarda fechada.

E faço assim:

a) do que ele está falando?

b) o que está dizendo sobre isso a respeito do que está falando?

c) como está dizendo isso?

d) com base em que pode dizer isso?

Se pelo menos uma dessas perguntas não puder ser convenientemente respondida, o texto, para mim, não tem sentido e, por conseguinte, valor.

Talvez seja apenas um problema do texto. Quero dizer, talvez quem o escreveu tenha algo a dizer, mas o fato é que não soube. E, como se trata de ler, e não de conversar, não adianta ter o que dizer e não dizer. Logo, o texto não diz coisa com coisa.

Coisas que me fazem parar de ler:

a) o texto fala de coisas que não se podem pegar com a mão;

b) o texto fala que não se pode chegar a uma conclusão sobre nada;

c) o texto fala que a realidade é inatingível;

d) o que fala que não se pode comunicar convenientemente;

Ou seja, nehem nhem nhem pós-moderno, rejeito.





OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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