terça-feira, 2 de julho de 2013

(2013/672) Há uma Igreja sem povo - tanto quanto há uma Política sem povo


Há uma Igreja sem povo.

O povo que lá está, só está - em sua esmagadora e constrangedora maioria - porque tem medo e acredita no que lhe dizem: se estudarem, e se descobrirem que o que lhe dizem é mito, até seus pastores e padres sabem que não ficam lá mais dez minutos, talvez debandem 90% - 80, se Pareto estiver certo...

Se Deus existe, reina sozinho na Igreja - porque o povo que lá está não está lá porque quer, porque não sabe as reais razões pelas quais está lá!

Há uma Política sem povo.

Ainda seria literalmente, se não fossem as vagas liberais, iluministas e - por isso! - revolucionárias, dos séculos XVII, XVIII e XIX. No XX, a política teve de aprender a manejar o gado. E aprendeu. Mas preferia o Antigo Regime, certamente, todos sabendo onde é o lugar de cada um...

Uma Igreja sem povo - com povo dentro, mas manipulado - e uma Política sem povo - com povo dentro, mas manipulado - não me representam. Não os quero. Mesmo que Deus esteja lá. E, nesse caso, rejeito os três.






OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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