terça-feira, 2 de julho de 2013

(2013/663) Ser cego, mas não...


Encanta-me um votador de Marina, e decido votar em Marina...

Dia seguinte, encanta-me um votador de Serra, e decido votar em Serra...

Dia seguinte, um votador de PSOL me hipnotiza, e decido votar em PSOL...

Dia seguinte, um votador de Barbosa me mostra Barbosa, e decido votar em Barbosa...

O analista lúcido, que me fiscaliza a vida, comenta com os seus: ele é volúvel, não tem posição própria - é levado por qualquer argumento de mercado...

Então, eu desperto. Era um sonho.

Durante o dia, todavia, algo curioso ocorre.

É tudo como no sonho, mas diferente.

Um votador de Marina tenta me convencer, mas eu fico na minha posição - Dilma, porque Lula.

Um votador de Serra, deus-me-livre, nem tenta, porque sabe que vai escutar...

Um votador do PSOL gasta seus argumentos, mas em vão.

Um votador de Barbosa gasta saliva, e nada.

O analista lúcido observa e comenta: é um fanático cego: não sai nunca de onde está - é uma besta-toupeira de buraco escuro...

É como fazem com Lula - eventualmente, esses mesmos: se ele fala, falam que ele fala; se ele não fala, falam que ele não fala. Não importa o que ele faça, falam - porque é despeito.

No meu caso, é só implicância mesmo: ainda que eu faça a mesma coisa que eles - fique na minha - o cego sou sempre eu...




OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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