terça-feira, 2 de julho de 2013

(2013/661) Do kami que o japonês cultuava


O crente observava o pequeno japonês de o quê?, quatorze anos?, dezesseis? Ele se curvava em profunda reverência diante de um pequeno templo, pequeno mesmo, uma miniatura, instalado sobre uma pedra redonda, pedra de rio, ajeitada artisticamente com outras pedras redondas de rio ao pé de uma árvore velha, retorcida e musgosa. A grama, igualmente verde, estendia-se como um tapete. O silêncio era sepulcral - celeste, talvez.

O crente estava perplexo...

Afastou-se ligeiramente, entrou no templo de sua fé, ajoelhou-se e dirigiu-se a Deus: 

_ Pai, perdoa aquela pobre alma em trevas, cultuando um deus num templo feito por mãos de homens...






OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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