1. Uma coisa curiosa. Quando algumas pessoas conversam comigo e dizem determinadas coisas, determinados axiomas, a partir do qual se pretende que o restante da conversa faça sentido, percebo um movimento nos olhos, uma retração da retina, uma respiração prendida por uma fração de segundo...
2. Eu interpreto assim: está-se acostumado a usar esse axioma com todos, e se sabe que, se o axioma não for aceito, todo o resto perde valor...
3. Sabe-se mais: que eu não vou aceitar axiomas só porque estão sendo usados ou porque filósofos da Europa os escreveram em livros...
4. E eu percebo o temor nos olhos... Ele vai questionar o axioma...
5. Na maioria das vezes, não questiono. Mas o restante da conversa já não me faz nenhum sentido...
6. Quando eu questiono, acham-me chato.
7. Sinta-se, todavia, respeitado, quando eu questionar seu axioma. Se eu não questionar, das duas uma: a) concordei ou b) julguei que não se merecia a exposição de minha figura...
8. Questionar, de minha parte, é sinal de atenção e respeito.
9. Quanto aos axiomas, a maioria não merece minha concordância.
OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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