1. Sim, sim, querer ser esse cavalo, esse libérrimo feixe de músculos e patas e crina... Ah, não, senhores, não pedimos para nascer, mas, olhem à frente, olhem essa pradaria sem fim, esse campo de correr e dar com os cascos nele, e, eu perguntaria, por que não correr, senhores?, por que não fincar as patas nesse chão e sorver o vento a cada salto? O quê?, se é preciso ser só para cavalgar assim tão livre? Não, meus amigos, não - pode-se cavalgar em bandos, em grupos, com a companheira. Uma só coisa é preciso: o gosto da liberdade, o gosto do vento, o gosto do horizonte inalcançável...
OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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