É engraçado como os livros sobre fundamentalismo insistem numa declaração que, no contexto dado, soa de "culpabilização": o fundamentalismo é filho da Modernidade...
Parece-me óbvio (mas a mim, quero dizer) que se trata da mesma estrada de "demonização" da Modernidade...
Ora, deixem-me, então, fazer o contraponto: são filhas da Modernidade: o conceito de humanidade, o conceito de dignidade humana, o conceito de igualdade entre os homens, o conceito de igualdade entre homens e mulheres, o conceito de direito à felicidade por parte de todos os homens, o conceito de autonomia...
Ora, o fundamentalismo, essa desgraça, não é uma "filha" da Modernidade, mas uma reação ao processo de autonomia da cultura em face da teocracia psicológica das massas religiosas. É uma reação à Modernidade.
OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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