sexta-feira, 28 de março de 2014

(2014/060) De todas as almas pequenas


Uma pequena anedota de almas pequenas

Disseram-me, com gozos nos olhos, que o europeíssimo Kierkegaard não passava um dia sem escrever, e os olhos dos que me diziam a coisa ardiam em orgasmos filosóficos...

Eu, tolo, cri na odisseia...

Ora, pensei, se é assim, se isso é louvável e admirável, penso que posso fazer igual...

Mas, então, só ouvi: mas ele não sai do facebook...

Quem nasceu para Mesquita, nunca chegará a Copenhague...

Eu, despeitado, saio a dar de ombros e a resmungar, como velho de anos: que se dane, ao menos não desejo que os pobres não leiam jornais...

Quais são as pequenas?

Ora, todas...









OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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